Rede Social São Paulo
A Rede Social São Paulo é uma aliança formada, em 2003, e conta atualmente com mais de cem organizações representativas da sociedade civil, do setor empresarial e do governo. Criada para incentivar a mobilização das pessoas em torno de questões sociais que afetam o dia-a-dia da população, a Rede é um movimento suprapartidário que aprimora e fortalece sistemas e redes sociais, conectando iniciativas já existentes para ampliar o resultado positivo, contribuindo para a garantia dos direitos humanos no Estado de São Paulo.
Os integrantes da Rede acreditam que a reflexão conjunta sobre os problemas comuns e a atuação organizada de todos os setores da sociedade são maneiras eficazes de enfrentar os problemas sociais do Estado de São Paulo. Nesse sentido, a Rede estimula o envolvimento das lideranças locais e a criação de um novo paradigma em que a responsabilidade pelas questões sociais depende da articulação e compromisso pessoal de fazermos juntos.
Comitê Gestor
A Rede Social São Paulo possui um Comitê Gestor formado por representantes das seguintes organizações: Associação Comercial de São Paulo, Banco Real, Fundação Itaú Social, Fundação Nestlé, Fundação Telefônica, Instituto Camargo Corrêa, Instituto PNBE, Instituto Supereco SP, Instituto Unibanco, Instituto Votorantim, Natura Cosméticos e Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo.
Projeto Envolver
O primeiro desafio eleito pela Rede Social São Paulo é a defesa dos direitos da infância e juventude, que possui reflexos diretos na estrutura familiar e em áreas fundamentais como segurança pública, saúde e educação.
Para enfrentar este desafio, a Rede Social São Paulo desenvolveu, em parceria com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente – CONDECA, o Projeto Envolver, que promove o entrosamento entre os agentes do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente - SGDCA: educadores, profissionais de saúde, assistentes sociais, dirigentes de órgãos públicos e de organizações da sociedade, advogados, policiais, conselheiros de direitos, conselheiros tutelares, juízes da infância, promotores de justiça, defensores públicos, além de lideranças empresariais e de governo.
Por meio de uma metodologia desenvolvida para o Unicef - Fundo das Nações Unidas para a Infância, o Envolver proporciona a reflexão conjunta sobre os principais obstáculos ao cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA nos municípios e estimula a criação de redes locais e regionais.
Recursos
Os recursos que viabilizam o Envolver são obtidos via adesão espontânea de empresas que destinam até 1% do Imposto de Renda devido ao Fundo Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, administrado pelo CONDECA. São elas: Alpargatas S.A., Banco Itaú, Banco Nossa Caixa S.A., Banco Real, Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A., Grupo Ultra, Indústrias Alimentícias Itacolomy S.A., Instituto Unibanco, Nestlé Brasil Ltda., Natura Cosméticos S.A., Sabesp, Banco Santander, Telecomunicações de São Paulo SP, Telefônica São Paulo, Votorantim Participações S.A. e Grupo Coimex – Fundação Otacílio Coser.
Números do Projeto Envolver
Desde 2005, quando foi lançado o piloto do Projeto Envolver em três regiões de São Paulo, até a sua expansão para o Estado inteiro, os resultados são os seguintes:
- 258 encontros em todo o Estado;
- 11.907 agentes capacitados de 406 municípios, onde vivem 92,7% da população do Estado de São Paulo;
- 1.211 desafios e 340 propostas apresentadas para o cumprimento efetivo do ECA;
- 4 videoconferências com a participação de cerca de 1.500 pessoas de todo do Estado de São Paulo. Os temas foram: trabalho infantil e relação da criança com a família, que serviram também para a troca de boas práticas no cumprimento do ECA;
- 4 Encontros de Imersão nas cidades de São Pedro e Bertioga com participação de de 404 gestores e técnicos de todos os pólos com atuação destacada nas redes sociais locais.
Boas Práticas:
- em 142 municípios foram relatados 443 avanços na implementação do ECA;
- 90 municípios relataram que melhoraram a resolução dos casos envolvendo violação dos direitos das crianças e adolescentes;
- 122 municípios relataram melhoria na comunicação entre os atores do Sistema de Garantias;
- 110 municípios relataram melhoria no encaminhamento e atendimento à criança e ao adolescente;
- 32 municípios relataram melhoria no financiamento de políticas para crianças e adolescentes;
- 139 municípios formaram núcleos de atividade organizados por temas e indicadores e 51 municípios tem comitês locais em funcionamento..
