Rede Social São Paulo articula instituições de Taboão da Serra

Os abrigos para crianças e adolescentes do município de Taboão da Serra passaram recentemente por uma grande reestruturação, se adaptando ao Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária. As reformas, que aconteceram no segundo semestre de 2008, foram o resultado de encontros articulados pela prefeitura do município, envolvendo instituições de diversos segmentos. Tomando como ponto de partida os ensinamentos transmitidos nas capacitações do Projeto Envolver, da Rede Social São Paulo, a Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania vem promovendo, desde 2006, encontros mensais para discutir os direitos das crianças e do adolescente.

“Antes existiam algumas tentativas isoladas de articulação, mas na prática cada instituição permanecia no seu gueto”, afirma Sandra Augusta Martine, coordenadora do Centro de Referência de Assistência Social da Vila Sônia e representante da Secretaria na Rede Social Taboão da Serra. As reuniões tiveram início após uma capacitação da Rede Social São Paulo que reuniu 15 municípios região de Osasco. A partir de então, representantes de escolas públicas, entidades assistenciais, postos de saúde e órgãos do governo passaram a discutir problemas e soluções para as crianças e adolescentes da cidade. A reordenação dos abrigos foi considerada prioridade, e os estudos foram nessa direção.

Nos encontros, o objetivo era a sensibilização dos gestores e técnicos de abrigos. A articulação entre governo e membros da sociedade civil facilitou a realização de um trabalho condizente com as diretrizes propostas, assim como o monitoramento das entidades. Outro foco foi a melhoria do quadro de funcionários, com o estabelecimento de papéis e atribuições e a realização de uma capacitação. Entre as principais conquistas do ano que passou está o fim da separação das crianças e adolescentes por gênero e idade nos abrigos, o que causava o afastamento de irmãos.

Para Sandra, a Rede Social São Paulo ensinou a importância do diálogo entre as diferentes instituições e o monitoramento dos resultados, além de fornecer conteúdo importante sobre o Sistema de Garantias de Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA). O abrigo C.C.I., que atende crianças soropositivas, foi um dos que se beneficiaram dos encontros. A coordenadora pedagógica Silvana Paglioriti afirma que anteriormente, por desconhecer a legislação, a ONG encaminhava adolescentes sem preparação para o mercado de trabalho, mas que passaram a obedecer as regras após as capacitações. “Por meio da Rede Social São Paulo, ficamos sabendo o que acontece em outros municípios e podemos aprender com a experiência dos outros”, afirmou.

Em Taboão da Serra, a Rede Social São Paulo ainda carece do apoio da iniciativa privada para completar a presença dos três setores – governo, sociedade civil e empresas. Conquistar o suporte dessas instituições é um dos desafios para o ano de 2009, como prevê Sandra. “O trabalho em rede alivia o peso da grande responsabilidade que é trabalhar no Sistema de Garantias de Direitos da Criança e do Adolescente. É um facilitador”, atesta.

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Postado 1 ano atrás por Ana Luiza | Permalink | 0 comentários